O Pacto (Seeking justice, 2011)

Temos aqui um outro trabalho de Nicoles Cage nas telonas: O Pacto (Seeking Justice, 2011). É bom vê-lo tentando voltar aos filmes menos sensacionalistas. Nesse filme temos uma boa história que trata de vingança: o que você faria se fosse possível eliminar a pessoa que estuprou sua esposa? A oferta feita pouco após o ocorrido, onde raiva, impotência e outros sentimentos similares estão a flor da pele, cai como uma luva, não? Pois o filme segue nessa linha. Bem curioso, diga-se de passagem, já que esse tipo de atitude é vista, em geral, como negativa. Vingar-se não é uma coisa nobre.

Dá ou não vontade de fazer justiça?

Dá ou não vontade de fazer justiça?

É um tanto perturbador perceber por este filme que existem vidas assim, com graves problemas pessoais, e que são cada vez mais comuns em nossa sociedade. Apesar de particularmente falando eu não conhecer ninguém com uma história muito pesada, podemos acompanhar pela TV e pela internet como o mundo anda tão perdido. Supor que exista uma espécie de corrente de pessoas que cuida da “ausência” da justiça no mundo foi a sacada desse roteiro. Confesso que eu esperava mais disso, mas não chego a dizer que não é um bom filme. Só partiu para a mesma de sempre: agradar a todos os públicos.

Foi bom ver alguns atores que não são tão queridinhos se destacando na interpretação. Foi o caso de Jennifer Carpenter, que apesar de aparecer pouco, fez sucesso. Já Harold Perrineau, que eu não via desde Lost ou Matrix, teve mais espaço para render e acabou ficando no famigerado mais ou menos. Surpresa mesmo foi ver  Iron E Singleton, que atua (pouco) no ótimo seriado The Walking Dead.

Infelizmente tive que assistir ao filme dublado (tudo agora é dublado!) e acho que isso também prejudicou a minha percepção geral do filme. Esse novo império da dublagem está cada vez pior, fazendo com que o nível geral das produções caia muito. Frisando: não sou contra dublar, porém, basta dar a opção! Legenda ou dublagem deveria ser uma escolha e não uma imposição. Uma boa discussão sobre isso rolou no Café com Pop há alguns meses.

Com um bom tempero de ação e indo do drama ao suspense, Cage conseguiu fazer valer o meu ingresso dessa vez. Junto com Guy Pearce eles disputaram uma boa quebra de braço sobre fazer o certo. O personagem de Guy, Simon, é definitivamente irritante e muito louco. A atuação de Guy não surpreendeu, ficou no zero a zero. As cenas abusaram dos clichês, percebi uma onde forçaram demais a mão só para fazer a história andar. E ainda é do tipo de filme que tem daqueles finais que não vai agradar aos mais críticos, e sim a massa. Ainda assim foi uma boa diversão.


Ficha técnica:


Período de Filmagem: 2 de dezembro de 2009 à 9 de fevereiro de 2010
Período de Produção: Não informado
Orçamento: Não informado
Locações: New Orleans, Louisiana, USA
Pais de Origem: USA
Produtor: James D. Stern/Ram Bergman/Tobey Maguire
Diretor: Roger Donaldson
Tempo de projeção: 111 minutos
Classificação etária brasileira: Não recomendado para menores de 14 anos por mostrar cenas que envolvem os seguintes assuntos: violência

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