O Mensageiro (The Messenger, 2009)

Drama. Baseado em um cotidiano completamente distinto, dois oficiais do exercito americano que trabalham notificando as famílias das vítimas durante os confrontos no Iraque. O Sargento Will Montgomery (Ben Foster) sofre um acidente durante uma operação e é considerado herói pelo grupo que comandava. Ao se recuperar é designado para a grupo de notificações, onde conhece o capitão Tony Stone (Woody Harrelson) e fica ciente de sua nova função: contatar o mais rápido possível familiares e próximos dos combatentes mortos em ação.

Sendo um drama já comecei torcendo um pouco o nariz. Nada contra dramas, mas é difícil encontrar bons hoje em dia. A maioria se apóia em motivos e situações tão sem sentido que você não é levado a ter simpatia pela condição dos personagens. Não foi o caso. Em parte devido a boa atuação da dupla Ben e Woody, e também em parte por conta da carga incomum que os dois personagens são obrigados a suportar. Apesar de fazer todo o sentido existir o trabalho deles, ao menos para mim foi curioso perceber o quanto ele é pesado!

O capitão Stone já está adaptado ao trabalho e criou uma espécie de “modus operandi” para evitar sofrer com o dia a dia. Ele vai guiando o sargento Montgomery nesse caminho tortuoso. O filme muda quando eles estão a trabalho, fazendo parecer um documentário ou uma gravação amadora. Isso dá um tom diferente a produção e eu gostei muito. Porém, o destaque fica mesmo para a atuação de Woody: apesar de ser um drama eu ri um bocado! Ele manteve o ritmo de seus últimos personagens meio loucos, mas ouso dizer que nesse ele se superou.

Pesado no que tange ao assunto, mas razoável no total, é um filme que te faz pensar em uma série de fatores paralelos ao trabalho nas forças armadas, e ainda em como a morte assombra as pessoas e gera as mais diferentes reações a ela. Não teve nenhuma cena chocante ou que valha a ressalva, então acredito que seja um filme tranquilo de acompanhar, mesmo para os que tem coração fraco.

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