O Doador de Memórias (The Giver, 2014)

Levando em conta que é para o público adolescente, até que tem mais conteúdo do que ação! Porém, deixa a desejar em vários momentos e, principalmente, no seu desfecho.

De um receptáculo para o outro: memórias!

Filmes que exploram sociedades perfeitas (ou quase) não são novidade. E levando isso em conta, sou obrigado a comentar que fica fácil saber o desfecho. Diria até que óbvio. Dito isso, até que “Doador de Memórias” difere dos demais do gênero. O filme tenta começar mostrando como vive essa, então, sociedade perfeita. Sem sentimentos, e com regras bem claras de comportamento e convivência entre seus cidadão, passa a impressão de pessoas um tanto artificiais em suas relações.

Ao entrar mais no detalhe da trama, passamos a acompanhar a vida de Jonas (Brenton Thwaites), e perceber que o papo até então de “sem sentimento” não estava bem aplicado a todos. E, de cara, você também já percebe, sem cerimônias, quem será “O cara” da saga. Rapidamente o filme corre para mostrar o propósito do receptor de memórias, e do início de seu treinamento.

Receptor de memórias, no início de seu treinamento

Muito mesmo do filme não fez sentido. Injeção diária que corta sentimentos, por exemplo, não me inspirou muito a confiar no enredo. Bastava não aplicar e pronto? E quebrar regras, assim, facilmente, em uma sociedade tão evoluída? Não se tem registro das atividades, nem nada? Muito do que podia ser explorado, e ter saídas e situações mais elaboradas, foi bem simplificado no filme.

Nenhum sentimento nessa cena. Com certeza.

Nenhum sentimento nessa cena. Com certeza

Ainda assim, o pior pra mim fica com o desfecho. Não vou estragar para quem ainda vai ver, mas posso adiantar que vai sair do cinema com mais dúvidas que respostas, ou ainda com o sentimento do tipo “Hã?”. Como não é um filme longo, ou mesmo arrastado, até diverte para quem não estiver procurando uma boa trama. Porém, do contrário…

Cérebro dormindo.

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