O Despertar (The Awakening, 2011)

Um dos generos que mais me agrada é o terror. Mesmo curtindo muito todo o tipo de ficção científica, terror com uma boa dose de suspense faz com que uma noite boba fique bem mais interessante! Quando vi o trailer de O Despertar (The Awakening, 2011) fui ludibriado. Mais um para a lista dos Trailers que enganam. Fez parecer algo muito maior e melhor do que de fato o filme é.

Com um tom sério e com ar de sobrenatural o filme chama a atenção logo de cara. A primeira cena foi muito bem construída e ela é o principal motivo pelo qual fui até o final. Já de cara inclusive você entende o principal viés do roteiro: te pregar peças. Fazer você acreditar que de fato tudo que se passa é uma farsa e que será desvendada por Rebecca Hall (Florence Cathcart). Seguindo numa linha até um pouco clichê mas aos poucos mostrando que haverá algum desfecho inteligente e não esperado.

Quase convence

Quase convence

O fato do filme se passar em 1921 não ajudou muito. Acredito que o principal motivo foi para usar ambientes escuros e rusticos, ambiente ideal para sustos! Porém, usar uma mulher tão a frente de seu tempo e reconhecida profissionalmente naquela época foi um pouco forçado. Isso de certa forma até foi explorado mas não achei que ficou bom. Robert Mallory, um ator mediano, neste filme se superou fazendo um papel de importância na trama. Se dependesse dele, inclusive, o filme teria rendido bem mais. Mas não foi o caso.

Com um ritmo acelerado logo no início e perdendo muito a velocidade do meio para o final, o filme não prende no que é vendido de melhor no trailer: suspense e terror. Depois de mais de 30 minutos de filme bateu um senhor sono e quase desisti dele. E por mais que tenha forçado e ido até o final, não vi nada que valesse muito a pena. Ficou uma estranha sensação de que a história forçou (e muito) a barra para fazer os eventos casarem. O evento que é acompanhado em si pela “caça fantasma” é fraco e do tipo que é impossível de se descobrir, até por ser ridículo. Infelizmente a história tem uma conclusão muito mal feita apesar de ter uma premissa inicial muito interessante.

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