O assassino em mim (The killer inside me, 2010)

Entre tantos e tantos filmes desconhecidos na prateleira da locadora, resolvi que era hora de enfim tentar “O Assassino em mim (The killer inside me, 2010)”. Já havia deixado passar entre as opções algumas vezes. Mesmo vendo no elenco alguns nomes mais conhecidos como Jessica Alba e Kate Hudson, não me animava em assistir esse filme. Mas pra minha surpresa o filme está entre médio e bom. E isso, pasmem, é bom sinal.

Lou Ford: mau mesmo.

Lou Ford: mau mesmo.

A coisa toda se passa ali pelos anos cinquenta, no interior do Texas até onde consegui perceber. Uma cidadezinha de interior, pacata e sem muita novidade em seu dia a dia. Lou Ford (Casey Affleck) é assistente do Xerife Bob Maples (Tom Bower) e como tal, recebe a tarefa de conduzir a retirada “amistosa” de uma garota de programa da cidade. Ao que parece Joyce Lakeland (Jessica Alba) estava envolvida com o filho de um empresário local e a família queria dar um fim nisso. Lou se torna o mediador da coisa toda. Porém, ele tem interesses próprios nessa história e vai tentar conduzir a situação para alcançar seu objetivo: vingança.

O filme realmente foi uma surpresa. Boa surpresa. O que de início parece uma história meio lenta sobre um triângulo amoroso, torna-se um sequência extremamente violenta de psicose, onde Lou mostra aos poucos o quanto é frio e capaz de matar sem motivo. Durante o desenrolar da trama, por várias vezes, você é levado a crer que há um bom motivo para que Lou siga em frente com o plano de vingança, mas a frieza do personagem frente aos acontecimentos mostra claramente uma mente extremamente doente que só precisa saciar sua fome de matar, mais nada. A atuação de Casey nesse filme, e ressalto que não gosto muito do trabalho dele, foi ótima.

Mesmo entre vários filmes que já assisti com cenas fortes de morte e espancamento esse se destacou. O assassino aqui não era passional, mas cometia seus assassinatos de maneira muito pessoal. Isso chegou a perturbar um pouco. Nem assistindo Dexter (que aliás é sensacional) me senti desse jeito. É um filme forte e que apesar de eu ter gostado, pode assustar algumas pessoas que não curtem o gênero.

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