Missão: Impossível – Protocolo Fantasma

Vou deixar de lado nesta crítica o conceito de “verdade” e “mentira”. O gênero do filme, consagrado pelos famosos filmes de 007, dá liberdade para ousar. Uma ousadia que beira o irracional, mas que alimenta muito bem de adrenalina o público aficionado pelos filmes de ação. Vou confessar que já fui ver o filme achando que iria ficar o tempo todo lamentando tamanhos absurdos. Pois é, me enganei. As situações extremas do filme são realmente impossíveis, mas com uma dose de boa vontade você não se sente ofendido em aceitar cada maluquice que Tom Cruise faz.

O roteiro do filme é bom e talvez tenha sido o melhor dos quatro. A trama começa quando o agente da IMF Ethan Hunt (Tom Cruise) é acusado de ser o líder de um atentado terrorista que explodiu o Kremlin. Exposta, a agência passa a ser desautorizada pelo Presidente Americano que põe em prática o “Protocolo Fantasma”, um procedimento que transforma automaticamente Ethan em um agente sem qualquer recurso ou apoio. Isolado, ele precisa limpar o nome da agência e prevenir o mundo de uma guerra nuclear devastadora. Para complicar um pouco mais as coisas, Ethan é forçado a assumir esta missão com uma equipe de colegas fugitivos da IMF que estavam presentes em Moscou, mas que nunca tiveram oportunidade de atuar juntos.

A fórmula de sucesso deste filme é inspirada nos filmes de 007. Um herói que não se machuca, nem sangra, muitas sequencias de cenas arrojadas, uso de equipamentos com tecnologia de ponta, uma bela mulher, belos carros e marcas fortes exploradas em merchandising. Acho que só os distraídos de plantão não percebem as marcas BMW e Apple, pois elas aparecem o tempo todo em partes importantes do filme.

Spoiler:

E se tratando de cena importante, destaco a sequencia passada no maior edifício do mundo, Burj Khalifa, em Dubai. Foram alguns momentos de apreensão quando Ethan escala o lado externo do prédio somente com a ajuda de uma luva tecnológica de alta sucção. Em contra-partida, achei ruim a existência de uma tempestade de areia nas cenas subsequentes. Ao meu ver, além de gerar confusão, empobreceu a dinâmica da perseguição ao terrorista russo.

Com passagens por Moscou, Dubai e Bombaim, o filme promove a parte luxuosa dos lugares. A fotografia não surpreende e a trilha sonora é normal. Os atores coadjuvantes são razoáveis e não comprometem por se tratar de um filme de ação, porem destaco a atuação do recém-agente de campo Benji (Simon Pegg) que dá o tom engraçado em muitas cenas.

O filme é divertido, passa rápido e vale a pena assistir. Recomendo.

* * ** * *

Comentários

  1. André Farzat
    em 30/12/2011 03:37

    [Spoiler alert]
    Acho que vale citar algumas sacadas de humor do filme, como quando o Ethan foge do hospital e é encurralado no beirada da janela e o vilão aparace na janela perguntando “realmente achou que seria uma boa ideia?”

    E a única coisa que eu realmente não gosto dos filmes impossíveis são aquelas máscaras e tecnologias de disfarce que fazem eles trocar de rosto, de voz e até a altura.

    • Tem várias sacadas legais de humor.
      Neste filme pelo menos uma máscara estragou antes de ficar pronta.
      Agora convenhamos, a tecnologia da parede falsa no corredor do Kremlin é muito criativa.

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