Maze Runner – Correr ou Morrer (The Maze Runner)

Seguindo a onda dos filmes adolescentes pós-apocalipticos, “Maze Runner: Correr ou Morrer” (The Maze Runner, 2014) veio com uma proposta interessante, porém incompleta e acaba sendo mais um do gênero.

Run, Forrest, run!

Run, Forrest, run !

Baseado no livro escrito por James Dashner, o filme começa te jogando numa prisão no formato de labirinto, aonde todos os prisioneiros (apenas garotos) não se lembram de nada antes de chegarem ali. Nem mesmo do próprio nome. Então começam os mistérios da prisão, que são mostrados aos montes durante a história. O labirinto é exatamente o que você pode esperar. Ele tem regras, muda de acordo com o tempo, tem “monstros”, e ninguém nunca conseguiu sair vivo dele.

O que deveria ser o grande ponto do filme, os mistérios, acabam sendo coisas meio óbvias e usadas em muitas outras histórias similares. Realmente, o enredo me lembrou muito dos filmes “Cubo” e “Manipulador de cérebros“. Thomas (Dylan O’Brien), o protagonista, consegue enfrentar os problemas com tanta facilidade, que as cenas acabam não passando emoções fortes.

Por fim, o que realmente decepciona é a forma com que o roteiro tenta fingir que é bem elaborado. O modo de deixar mistérios no ar, não dar nenhuma dica, e nem mesmo tentar explicar os acontecimentos. Muitas coisas são jogadas, depois desmentidas, e não há possibilidade de entender a história.

Por que? Porque será uma trilogia. Isso me pegou de surpresa. Então o filme termina sem um final claro e cheio de mistérios que só serão (espero né) explicados no próximo filme. Ou no quarto filme, se for uma “trilogia de quatro filmes” pra seguir direitinho a receita criada.

Comentários

  1. Fabio Farzat
    em 01/10/2014 09:20

    Estava querendo ver esse final de semana… agora que você mandou essa crítica “decidi” assistir o Sin City 2 mesmo… kkkkk

  2. Acabei vendo junto com um casal de amigos ontem. Ruinzinho mesmo. Vários e vários furos. E no fim pareceu mais um jogo de PS3 adaptado para cinema do que realmente um trilogia ou similar. Fraco, fraco…

  3. O pior é que o livro também é assim, ele termina e abre outras possibilidades que, convenhamos, foge muito da premissa criada.

    No filme essa ‘conexão’ (ou melhor, falta de…) é muito mal administrada.

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