Lucy (2014)

Não espere ver um filme de uma mulher super inteligente. O que você verá está mais para super herói.

Scarlett Johansson como Lucy, de Luc Besson.

Scarlett Johansson como Lucy, de Luc Besson.

Esse o trailer não enganou tanto. Já fui para o cinema suspeitando de uma produção que não ia explorar de fato o lado científico, ou mais a sério sobre assunto “capacidade cerebral”. Esse é um filme de uma super mulher, e não sobre o caso de um humano que consegue acessar mais de sua capacidade cerebral que a maioria. Portanto essa será uma crítica ácida…

Lucy é apenas uma coitada que é acidentalmente (mega forçado aliás) envolvida no tráfico. Uma vez que seu novo “trabalho” será de mula (transportar a droga no seu corpo), tudo fica bem simples: a droga vaza em seu organismo, e a absorção da mesma permite que ela começe a acessar partes inexploradas do seu cerébro. Com isso, o filme vai desenrolando mostrando os efeitos possíveis do uso do potencial hoje não explorado do nosso cérebro.

A montagem da trama é bem fraca e fácil de prever. Quase era possível acertar quando ela conseguiria evoluir mais um pouco. Os poderes mirabolantes que vem do advento cerebral acabam por vezes não convencendo. Segundo o desenrolar da trama, Lucy estava se tornando cada vez mais inteligente. Porém, faltou e muito mostrar essa inteligencia. A mulher mais vira uma inconsequente do que qualquer outra coisa. E em meio a tantas opções e caminhos para seguir, ela resolve o mais batido.

Entre as piores coisas do filme estão os efeitos que foram usados. Não bastasse um roteiro horrível, e desfecho super tosco, a produção teria de caprichar nas idéias visuais, mas não o fez. Ondas de rádio parecendo laser. A absorção de minerais de uma planta como se fosse uma luminária de natal. Trocas de cabelo espontaneo. Bastante coisa de díficil “digestão”.

Ondas de rádio parecendo laser, e a física vai pro espaço!

Com um enredo batido e de fácil previsão, Lucy não é um filme que diverte muito. Em alguns momentos eu até me irritei com cenas (sim, estou ficando velho e chato). Fazer zoom em ondas de rádio no parabrisa de um carro… Não é o tipo de roteiro que se leve a sério. Em um dia sem opções de bons filmes, se torna uma opção de distração fácil, do tipo que não exige 3% de sua capacidade para acompanhar.

Comentários

  1. Achei a premissa do filme muito boa e a ideia de termos mais uma porradaria de Besson até que me animou, mas o filme é realmente decepcionante.

    Perde boas ideias num roteiro muito ruim e, no final, a mulher vira um pendrive de 200 trilhões de hexabytes de mutilaser. Não dá.

  2. Fabio Farzat
    em 09/03/2015 10:49

    Exatamente Márcio, exatamente…

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