Gigantes de Aço

Um ótimo filme. Mesmo tratando o enredo numa perspectiva mais infantil, afinal o garoto é o principal motivador de toda a história, o filme mandou bem na nota final. O filme conta a história de Charlie (Hugh Jackman), um ex-boxeador que vive em um mundo onde máquinas controladas lutam no lugar de humanos. Frustado e sem opções, ele começa uma vida de continuar nas lutas só que agora controlando robôs. E não tem nenhum sucesso nisso.

Porém, ele é obrigado a passar um tempo com seu filho Max (Dakota Goyo), devido ao falecimento da mãe do garoto. Dessa relação conturbada de pai omisso com filho quase adolescente é que temos o principal ingrediente do filme. A exploração da relação pai e filho faz com que nem se perceba que estamos falando de ficção científica cyberpunk (ou quase). Vale ressaltar aqui que os efeitos dos robôs lutadores ficaram bem legais. Não exageraram. O fato é que temos no filme máquinas de 500 quilos se destruindo no ringue e mesmo assim, vi gente chorando com as cenas de Atom (o robô do garoto), Charlie e Max. Já dizia Asimov: a melhor ficção é aquela que passa despercebida em uma boa história.

As lutas do filme são boas, gostei bastante das sacadas de controle do robô e consegui deixar de lado o fato de que toda hrora tinha um apelo mais teen sendo incluído no enredo. Esse é um filme que apesar de ter violência (os robôs realmente se destroem nos ringues) dá pra assistir com a família porque o foco do enredo é outro. Algumas cenas me lembraram a séries de filme do Rocky, pois as vezes o fato de humanos controlarem as máquinas, faz com que você abstraia e ache que há de fato um lutador no ringue. Bem legal. Recomendo.

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