Gabriel A Vingança de um Anjo

Para começar vou dizer que gosto de filmes com a temática angelical. Sempre que tornam “reais” personagens como arcanjos e demônios, os roteiristas trazem uma visão diferente do que normalmente se vê como somente religioso ou espiritual. Lembro que gostei muito de assistir a trilogia Anjos Rebeldes com Christopher Walken no papel de Gabriel.

É um filme australiano de 2007 com direção de Shane Abbess (sua primeira direção sozinho) e com atuação de Andy Whitfield (Gabriel) e Dwaine Stevenson (Samuel). É um filme escuro, com ambientação pesada e bem metafórica, ou seja, todo o cenário do filme é meio surreal. Tem um enredo bom, diálogos acertados e uma conclusão confusa. Uma pena.

A introdução é bem rica em detalhes e a viagem de Gabriel da Luz (paraíso) até o purgatório é bem original. Os poderes dos arcanjos no filme ficaram bons pois não houve exageros. Vários truques como “fechar os olhos” foram bem bolados. O filme foi uma produção simples custando apenas $200.000,00 dólares australianos. O site do filme tenta esclarecer alguns dos pontos confusos do filme e confesso que é o site mais diferente de filmes que já vi. Lá tem um a seção sobre  perguntas mais frequentes que nunca tinha visto um filme colocar no ar assim. Explica alguns momentos do filme com detalhes e outros nem tanto.

Uma observação a parte é o uso de armas de fogos pelos anjos, sendo eles caídos ou não. Li algumas críticas citando que isso foi forçado e que não fazia sentido. Bom, na minha opinião sempre subestimam esse tipo de coisa. Além de não ter achado forçado, afinal fica bem claro que eles tem um limite de força e por isso fazem uso de armas para se defender, um anjo enquanto ser superior a um humano poderia facilmente se adaptar no uso de qualquer tecnologia humana. Não vi motivo forçado no uso de armas e melhor ainda: não abusaram disso. Outro ponto curioso é que todos os anjos possuem uma tatuagem distinta. Isso em nenhum momento é falado no filme. Fica a dúvida no ar do que seria aquilo.

Simples, com orçamento curto e uma equipe desconhecida (até por ser um filme australiano) mas eu recomendo. Li no site do filme que o roteiro foi planejado para ser produzido em três filmes, mas que acabou sendo adaptado para apenas um para que o projeto saísse do papel. Pode ser uma justificativa pela confusão final, sem dúvida. É um filme bom e não chega a decepcionar, só realmente foi um pouco confuso no final. Ele se enquadra na categoria de filmes que, apesar de não concluírem bem a trama, ficam presentes em discussões nos fóruns e afins porque o enredo agradou.

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