Enigma do horizonte (Event Horizon, 1997)

Eu e meu irmão mais novo resolvemos produzir um série de posts sobre bons filmes (que já não estão mais em cartaz, claro) para explicar o final ou mesmo reforçar a recomendação. Como somos fãs da boa ficção científica, vamos começar pelo  Enigma do horizonte (Event Horizon, 1997) que é um triller espacial. Muito bom, mas não assista com a família!

PosterO enredo gira em torno da primeira nave da humanidade capaz de usar a tecnologia de salto para viajar mais rápido do que a luz.  E o filme levou a sério o enredo: a nave experimental (Event Horizon, que dá nome ao filme) é rebocada até Saturno para só lá fazer a primeira viagem usando o motor. O objetivo da missão de teste era saltar até Proxima Centauri, ficar por alguns minutos e então saltar de volta para a órbita de Saturno. Porém, após o salto nenhum vestígio da nave é novamente encontrado. A história toda é abafada (um fracasso com a morte de toda a tripulação é dose) até que, 10 anos depois, a Event Horizon salta de volta para a órbita de Saturno e começa a transmitir um sinal de emergência.

Uma missão de resgate extra oficial é organizada e enviada para investigar o que aconteceu com a nave. Um dos tripulantes é o Engenheiro chefe, responsável pelo time que projetou o motor da nave. Ao desembarcarem na nave (após de 3 meses de viagem em hiper sono) a missão encontra um nave “morta”, ou seja, sem sinal dos seus tripulantes. Nem mesmo dos corpos …

Durante o desenrolar da trama ele explica o funcionamento do motor que é baseado em gravidade artificial, ou seja, usa forças similares a de um buraco negro para abrir o portal entre os pontos no espaço em que se desejar saltar. Um cena interessante é quando o Dr. William Weir (Sam Neill) precisa procurar por um circuito da nave que estaria em curto. Os corredores de circuito são enormes mostrando o que na maioria filmes espaciais não se vê: as entranhas da nave! Uma nave daquele porte realmente deveria ter um milhão de chipsets.

Tudo vai bem até que as mortes (aparentemente) sem sentido começam. Ilusões levando cada um dos novos tripulantes até a sua morte. Em alguns casos até mesmo sendo controlados por algo que não conseguem entender ou explicar. O ápice do filme chega com a revelação de que a nave  conseguiu de falto saltar no espaço, mas não para onde se previa. Ela teria conseguido saltar para o inferno como se o mesmo fosse uma dimensão física atingível. Isso transformou a nave numa espécie de demônio que num determinado momento do filme toma posse do Dr. William. Várias das mortes são bem sangrentas e sofridas. Um vídeo da tripulação anterior se massacrando é bem pesado também.

Apesar de ser um enredo um tanto difícil ele é bem elaborado e colocado de forma a não ficar forçado. Claro que para curtir o filme o ambiente tem que ser noturno e bem silencioso, e você precisa (necessariamente) gostar de scifi. Mas que é um filme muito bom, sem dúvida.

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Comentários

  1. Esse filme me deixa muito dividida. Ao mesmo tempo que adorei muita coisa nele, também odiei muita coisa nele. Mas as coisas que odiei foram por questão de gosto pessoal, e não porque o filme é ruim. Muito pelo contrário, o filme foi muito bem feito, os atores são ótimos, o enredo foi muito bem construído e mostrou mais do que os filmes com naves espaciais mostram. Recomendado para quem aguenta cenas fortes (porque aquela cena do vídeo, nossa, mesmo estando acostumada e gostando muito de filmes de terror, aquela cena me afetou).

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