Código 7 – Todos devem tudo a eles!

Aos que não sabem, sou um ávido jogador de RPG. É aquele jogo de maluco onde se “finge” ser outra pessoa. Coisa de nerd. Lamento por quem não gosta ou mesmo não teve a oportunidade de jogar. É um jogo, que bem administrado, pode render uma das melhores diversões que uma pessoa pode ter. E olha que eu conheço bastante opções … rs.

O que estou apresentando aqui é uma proposta de diversão sem prometer mais do que uma viagem ao futuro próximo da humanidade, e isso na visão de um grupo de jogadores de RPG. Agora, quanto a isso ser bom ou ruim, deixo para você opinar.

Como fã de ficção científica, jogando GURPS Supers, Vampiro: A Máscara e outros jogos de RPG, achei um outro louco de pedra que viria a ser um dos melhores mestres de RPG que já conheci,  Wagner Ribeiro. E claro: fã de sci-fi também. E muito mais do que eu ou qualquer outro que eu conheça. Cite algum texto, conto ou livro de sci fi que ele diz quem escreveu, quando e te dá uma palha sobre o que aquilo queria dizer. Resumo: sinistro! E ele é o mesmo cara que participou do roteiro de 2012 Onda Zero, websérie que ajudei a produzir.

Junto com o grupo de amigos que jogávam Supers veio a vontade de criar um jogo de ficção próprio. Nada de pegar cenários e universos prontos. Pensamos em criar uma história do zero e seguir com ela até a morte do último personagem. E assim foi feito: Código 7.

Começamos os jogos em meados de 1999. E jogamos até hoje. E pretendo jogar ainda por muito tempo! Porém, com tanto tempo de jogo é natural que o universo de Código 7 tenha expandido ao ponto de ser complexo o suficiente para render alguns textos específicos e bem criativos. Textos esses, que viraram contos. Contos esses, que viraram uma série de episódios escritos que serão lançados semanalmente aqui no Infinidade.

Nossa idéia principal de construir esta série veio com o fato de alguns dos textos de apoio ao jogo terem se tornado interessantes aos olhos de não jogadores de RPG. Um exemplo disso aconteceu com um amigo aqui do infinidade, Flávio Dias, que leu alguns dos glossários e contos que escrevemos sobre as histórias de Código 7 e gostou muito. Isso nos inspirou a testar um pouco mais a receptividade levando ao conhecimento de mais  alguns amigos. E não é que todos vem gostando? Portanto…

Eu te preveni, quando começou a leitura, que a origem dos textos vinham de um RPG, mas nada melhor que sua própria opinião pra verificar o quanto disso é RPG ou de fato é um bom texto de sci fi.

Código 7 será quinzenal e exclusivamente divulgado na internet e no infinidade. Nesse formato, os comentários serão abertos ao público e poderemos interagir com vocês, tirar dúvidas e conversar um pouco sobre tudo que a série aborda. Convido todos a ler a introdução ao Universo de Código 7, onde explicamos um pouco do contexto social, econômico e cultural da série que se passa no século XXII. É nessa introdução que a agência Código 7 é apresentada em sua estrutura mais básica, algumas informações sobre o sistema solar são postas na mesa, e, principalmente, são apresentados os agentes diplomatas, aos quais a humanidade deve a própria existência!

Para os fãs de ficção, chega um novo universo rico em histórias e conteúdo. Para quem não curte ficção, chega um novo formato de série em texto (ilustrada as vezes) que com certeza os fará gostar. E pra quem joga RPG é um prazer imenso poder dividir com vocês mais de dez anos de jogos! Boa leitura e lembrem-se: Todos devem tudo a eles.

Comentários

  1. Enquanto uns se julgam “nerds” hoje em dia pois está na moda, eu tenho tranquilidade em afirmar que, assim como você, também tenho meu passado com jogos de RPG. Parei atualmente mais por falta de tempo do que propriamente porque “cresci” (como alguns julgam ser imaturos quem se diverte com este tipo de “brincadeira”).

    Voltando ao projeto, eu particularmente acho muito interessante e vou começar a ler agora a introdução e tudo mais.

    Mas, antes de poder dar minha opinião (preciso conhecer primeiro né?, pergunto a você:

    Como lidar com a audiência atual que tem preguiça de ler textos e preferem videos (curtos, acima de 2 minutos ninguém mais presta atenção) e imagens ou, pior ainda, preferem acompanhar tirinhas de memes?

    Minha preocupação com seu projeto é apenas esta. Nós que ainda lemos livros e blogs e comentamos somos espécimes em extinção.

    De qualquer forma, boa sorte.

  2. Fabio Farzat
    em 31/05/2012 03:22

    Fato Márcio,

    cresci e só não jogo mais com a frequência que eu gostaria por simples e pura falta de tempo.

    Já questão de público e afins não está nos norteando. O principal é tentarmos atrair um público realmente mais seleto e dirigido. Como você :)

    Até por concordar que somos espécies em extinção é que te digo: precisamos nos integrar de alguma maneira!Rs.

    Obrigado pelo retorno.

  3. Vou responder “tamém”, Fabio, já que sou parte da equipe deste projeto! ;-)
    Márcio, muito obrigado pela força! Olha, eu desconfio que não estamos exatamente em “extinção”, mas em “nichelização”, pois enquanto a massa (sempre tendendo a ser mais superficial) das pessoas no máximo segue a “modinha nerd” mas não passa dos “memes”, a turma que curte a “Ficção Científica & Fantástica” se integra cada vez mais, usando justamente essa “Mega Ferramenta de Atendimento de Demandas do Nichos Por Natureza”, que é a Internet (no fantástico “A Terceira Onda” o genial Toffler já captou e descreveu isso, muito legal).
    Em sua resposta Fabio disse muito bem: estamos focados, neste projeto, numa determinada fatia de público. Essa “Equipe de Criação”, da qual Fabio e eu fazemos parte, fez surgir um produto “generalista”, que é o “2012 Onda Zero”, e agora um produto voltado a atender a uma boa e crescente demanda de nicho, o “C7 Infinidade”. Dos “fóruns” e “faces” e “blogs” relacionados a leitura e afins que acompanho pude extrair, nos últimos anos, uma forte tendência para a demanda de material nacional, em SF&F pendendo para o “F”, o que gerou alguns autores brasileiros até com bastante fama nesses nichos (nao gravei nomes por conta de eu, feito o Fabio, tender ao “SF”).
    Além disso há um grande mercado potencial “lá fora”, que já devora SF&F e adora tudo que é “exótico”, e estamos, claro, de olho nele! Mas, evidente, tem que rolar uma tradução superprofissional (contextual, experiente em prosa, e em “localização” cultural quando essencial. Isso é o + complexo!), e uma galera bacana lá fora para manter o compartilhamento rolando até a “ignição” acontecer. E, é claro, as bençãos dos deuses! ;-D
    Abraço.

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